Reforma Tributária é um tema que ainda gera muitas dúvidas, mas seus efeitos já são sentidos no caixa das empresas.
Muitos empresários acreditam que a mudança é apenas futura, contudo, a fase de transição exige atenção imediata. Diferente de ajustes anteriores, o novo modelo demanda processos integrados e decisões estratégicas baseadas em dados concretos.
Com a convivência entre os modelos atual e futuro, erros de gestão podem gerar prejuízos silenciosos. A falta de preparo agora custará caro depois. A seguir, listamos seis erros que precisam ser evitados com urgência.
Erros de precificação na Reforma Tributária
Um erro muito comum é manter a formação de preços baseada em modelos antigos, como ICMS e ISS. Com a chegada dos novos tributos, a carga pode variar bastante conforme o produto ou local. Portanto, ignorar esse cenário resulta em margens negativas e perda de competitividade no mercado atual.
A precificação correta deve integrar custo, tributo e canal de venda de forma eficiente. Especialistas alertam que a neutralidade da Reforma Tributária é sistêmica, não individual. Ou seja, algumas empresas terão aumento de carga se não ajustarem seus preços rapidamente.
A confusão entre gestão financeira e fiscal
Gestão financeira e fiscal possuem objetivos distintos, embora estejam conectadas na rotina empresarial. Enquanto uma cuida do fluxo de caixa, a outra foca na conformidade legal e apuração de tributos. Durante a transição, essa distinção torna-se crucial para a sobrevivência do negócio.
A convivência de dois sistemas exige controle rigoroso sobre o fluxo de caixa e os recolhimentos. Dessa forma, decisões equivocadas podem ser evitadas com facilidade. Além disso, as novas regras afetam diretamente a disponibilidade financeira da empresa no curto prazo.
O impacto da Reforma Tributária no destino
A lógica de tributação muda radicalmente com as novas regras aprovadas recentemente. O imposto deixa de ser cobrado na origem e passa a considerar o destino da operação. Consequentemente, o custo tributário dependerá exclusivamente da localização do cliente final.
Sem esse controle por região, as empresas perdem a visibilidade dos custos reais envolvidos na venda. Na Reforma Tributária, vender para fora do estado exige um monitoramento detalhado. Microempresas que ignoram isso sofrem impactos inesperados em seus resultados financeiros.
O controle incorreto dos créditos tributários
A não cumulatividade plena promete justiça fiscal, mas exige organização interna impecável dos dados. Muitas empresas pagam mais impostos do que deveriam porque não controlam o que gera crédito. Para aproveitar os benefícios, é essencial monitorar compras, fornecedores e notas fiscais recebidas.
Sem a correta classificação dos itens, os créditos deixam de ser aproveitados pela gestão. Assim, o caixa é comprometido e os ganhos trazidos pela nova sistemática são anulados. O controle de dados é a chave para evitar desperdícios financeiros.
Estoque desorganizado e a Reforma Tributária
Tratar o estoque apenas como um tema logístico é um erro grave neste momento de transição. No novo modelo, o estoque influencia diretamente o preço, a margem e o crédito tributário disponível. Itens mal classificados impactam o cálculo dos impostos devidos na operação.
Logo, saber o valor real de cada item deixa de ser opcional para os gestores. A Reforma Tributária exige que o estoque seja gerido com precisão absoluta. Planilhas isoladas dificilmente resolverão esse problema com a eficiência necessária para o novo cenário.
A revisão de contratos no setor de serviços
O setor de serviços sofrerá grandes impactos com as mudanças fiscais em andamento. O fim do ISS exige uma reformulação completa dos contratos vigentes e dos modelos de cobrança atuais. É necessário avaliar quais custos serão repassados aos clientes para manter a margem.
Esse equilíbrio exige simulações detalhadas e uma visão integrada do negócio como um todo. A Reforma Tributária exige uma nova postura de gestão para atravessar a transição de forma sustentável. Antecipar ajustes agora é a diferença entre perder dinheiro ou ganhar eficiência nos próximos anos.


